A Prefeitura do Rio apresentou um novo plano de mobilidade urbana voltado para a Barra da Tijuca e regiões próximas, com o objetivo de reduzir congestionamentos e melhorar a circulação em alguns dos corredores mais movimentados da Zona Oeste. O projeto reúne um conjunto de intervenções estruturais que devem começar em 2026 e ser concluídas até 2028.
Com investimento estimado em cerca de R$ 200 milhões, a primeira etapa prevê seis obras consideradas prioritárias pela administração municipal. A proposta busca ampliar a capacidade das vias, reorganizar fluxos de veículos e enfrentar gargalos históricos que afetam motoristas diariamente.
Crescimento urbano pressiona a mobilidade
O plano surge em meio ao rápido crescimento populacional da região, que registrou forte expansão nas últimas décadas. Esse avanço aumentou a dependência do transporte individual e elevou o volume de deslocamentos, tornando necessárias novas soluções viárias.
Autoridades municipais afirmam que as intervenções fazem parte de um projeto estratégico para acompanhar o desenvolvimento urbano e melhorar a qualidade dos trajetos na área.
Principais mudanças previstas
Entre as obras anunciadas, uma das mais relevantes é a construção de uma rotatória no encontro das avenidas Ayrton Senna e Lúcio Costa — ponto conhecido pelos congestionamentos, principalmente no horário da manhã. A medida pretende reorganizar o fluxo e facilitar o acesso de quem se desloca entre a Praia da Reserva, o Recreio e a Barra.
Outra intervenção importante será a criação de uma nova ligação viária ao longo do Canal de Marapendi, conectando diferentes avenidas e oferecendo uma alternativa à orla, o que pode diminuir a dependência de retornos e cruzamentos movimentados.
O projeto também inclui a reconfiguração dos acessos da Avenida Ayrton Senna para separar o tráfego principal dos acessos locais, aumentando a segurança e a fluidez em um dos principais eixos de conexão com Jacarepaguá.
Ponte ampliada e passagem subterrânea
Outro gargalo identificado é a ponte sobre o Canal Arroio Fundo, onde o número de faixas é reduzido e provoca retenções. A proposta é ampliar a estrutura e elevar a capacidade da via, reduzindo o efeito de estrangulamento no trânsito.
Já no Recreio, está prevista a construção de uma passagem subterrânea que permitirá acesso direto à Avenida das Américas, evitando a necessidade de contornar rotatórias e redistribuindo o tráfego da região.
Mais segurança para pedestres
Além das mudanças voltadas aos motoristas, o pacote inclui a construção de uma passarela próxima à chegada da Transolímpica, acompanhada de ajustes em retornos e sinais. A meta é aumentar a segurança de pedestres e usuários do transporte público.
Recursos e planejamento
Parte do financiamento deve vir de um fundo municipal abastecido por contrapartidas de empreendimentos imobiliários autorizados na região — um modelo que busca alinhar expansão urbana e investimentos em infraestrutura.
Segundo a prefeitura, o plano representa apenas a primeira fase de um conjunto mais amplo de melhorias já mapeadas para a Zona Sudoeste da cidade.
Expectativa para moradores e motoristas
A promessa é que, ao final das obras, o sistema viário da Barra da Tijuca esteja mais preparado para suportar o crescimento da região, com trajetos mais rápidos e maior previsibilidade nos deslocamentos.
Até lá, porém, a execução das intervenções deve exigir atenção redobrada de quem circula pela área, já que grandes obras costumam provocar impactos temporários no trânsito — um desafio comum em projetos de mobilidade urbana.
Se concretizado dentro do cronograma, o pacote pode marcar uma nova etapa na infraestrutura da Barra, bairro que segue entre os principais polos de expansão residencial e econômica do Rio.









