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Adolescentes suspeitos pela morte do cão Orelha retornam ao Brasil e têm celulares apreendidos em aeroporto

A investigação sobre a morte do cão comunitário conhecido como Orelha ganhou um novo capítulo com o retorno ao Brasil de dois adolescentes apontados como suspeitos no caso. Assim que desembarcaram no Aeroporto Internacional de Florianópolis, os jovens tiveram celulares e roupas apreendidos por agentes da Polícia Civil, que cumpriram mandados judiciais ainda dentro do terminal.

Os adolescentes estavam nos Estados Unidos participando de uma viagem escolar já programada. O retorno foi antecipado após monitoramento realizado em conjunto com a Polícia Federal, permitindo que as autoridades organizassem a abordagem com antecedência.

Operação ocorreu em área restrita

Para garantir a segurança dos envolvidos e evitar tumultos, a ação policial foi realizada em uma sala reservada do aeroporto. Além dos aparelhos telefônicos e das peças de vestuário recolhidas, os investigados foram intimados a prestar depoimento nos próximos dias.

Os celulares serão encaminhados à perícia para extração de dados que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos. O material deve se somar a outros equipamentos já recolhidos durante diligências anteriores. 

Caso provocou forte comoção

Orelha era um cão comunitário cuidado por moradores da região onde vivia havia cerca de uma década. Após desaparecer por alguns dias, o animal foi encontrado gravemente ferido e não resistiu às lesões, o que gerou indignação e ampla repercussão.

As investigações apontam que quatro adolescentes são suspeitos de participação nas agressões. A polícia também apura possíveis outros delitos relacionados ao episódio, como danos ao patrimônio e crimes contra a honra.

Outras frentes de apuração

O Ministério Público acompanha o caso, que deverá ser encaminhado ao Judiciário após a conclusão das diligências. Paralelamente, autoridades investigam possíveis episódios de coação ligados à ocorrência.

Familiares de alguns dos adolescentes já chegaram a ser indiciados por suspeita de pressionar testemunhas, ampliando o alcance da investigação.

Próximos passos

Com a coleta de provas e a realização dos depoimentos, a expectativa das autoridades é esclarecer as circunstâncias da morte do animal e definir as responsabilidades individuais. O caso reacende o debate sobre violência contra animais e a responsabilização de menores em ocorrências graves.

Enquanto a apuração avança, a apreensão dos dispositivos eletrônicos é considerada uma etapa estratégica — muitas vezes decisiva — para reconstruir a sequência dos acontecimentos e determinar o grau de envolvimento de cada investigado.

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