O prefeito de Paraty, Zezé Porto, Mauro Munhoz, diretor artístico da Flip, o secretário municipal de Cultura, Cláudio Aquino, o idealizador Eric Porto e artistas locais celebraram a abertura da Casa Paraty e destacaram a força da cultura caiçara e da identidade do território
Cerca de 300 pessoas participaram, na noite desta terça-feira (21), da abertura da Casa Paraty, espaço parceiro da 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) dedicado à cultura caiçara. Ao som da tradicional ciranda caiçara com o grupo Ciranda de Tarituba, o cortejo reuniu moradores, mestres da cultura popular, artistas, autoridades e visitantes pelas ruas do Centro Histórico até o casarão que, ao longo da semana, recebe uma programação gratuita voltada à literatura, ao cinema, à música, às artes visuais, à memória e aos modos de vida que ajudam a construir a identidade cultural do território.
Marcada pela emoção e pela forte presença da comunidade, a cerimônia simbolizou o encontro entre tradição e contemporaneidade que orienta a proposta da Casa Paraty. Mais do que um espaço de programação, a iniciativa nasce para ampliar a presença da cultura produzida no território durante a Flip, reunindo diferentes linguagens artísticas e valorizando mestres da cultura popular, escritores, pesquisadores, realizadores audiovisuais e artistas que ajudam a construir a identidade cultural de Paraty.
Durante a abertura, o cortejo de ciranda conduziu o público até a Casa Paraty, transformando as ruas do Centro Histórico em um grande encontro de celebração da cultura caiçara. A manifestação, um dos maiores símbolos da tradição local, deu o tom da programação que seguirá ao longo da semana, marcada pela convivência entre literatura, oralidade, música, artes visuais, cinema e memória.
Para o prefeito de Paraty, Zezé Porto,a inauguração da Casa representa o reconhecimento da própria cidade dentro da Festa Literária: “A Casa Paraty inaugura um espaço que faltava na Festa Literária de Paraty. Sempre tivemos casas de diferentes instituições e organizações, mas ainda não havia um espaço dedicado à própria cidade, à sua cultura e às suas raízes. A abertura da Casa Paraty marca o início de uma semana muito importante para a nossa vida cultural e representa esse reconhecimento da identidade caiçara dentro da programação da Flip. Tenho certeza de que será um grande sucesso e parabenizo todos que tornaram esse projeto possível.”
Também presente na cerimônia, Mauro Munhoz, diretor artistico e cultural da Flip, destacou a relação construída entre a Flip e a cidade ao longo de mais de duas décadas: “É uma alegria participar deste momento. A Flip completa 24 anos, mas faz parte da história de uma cidade com mais de 300 anos, e ao longo de todo esse tempo temos aprendido com Paraty e com o povo paratiense. São os moradores os verdadeiros anfitriões da Festa Literária Internacional de Paraty, e ver nascer a Casa Paraty, um espaço dedicado à cultura e à identidade do território, é motivo de celebração. Vida longa à Casa Paraty.”
O secretário municipal de Cultura, Cláudio Aquino, ressaltou a importância do novo espaço para aproximar visitantes e moradores da riqueza cultural do município: É uma alegria participar da abertura da 24ª Festa Literária Internacional de Paraty e celebrar o nascimento da Casa Paraty. Este é um espaço dedicado à cidade, onde podemos compartilhar a riqueza da nossa cultura, da nossa arte e dos nossos modos de vida. A Casa Paraty cria um encontro entre o território e os visitantes, aproximando diferentes experiências e permitindo que mais pessoas conheçam aquilo que torna nossa identidade cultural tão singular.”
Uma das idealizadoras da Casa Paraty, Gabriela Marsico destacou que o projeto foi concebido para colocar o território no centro da programação: “O que torna Paraty um lugar tão especial são as histórias, os saberes e as pessoas que constroem este território todos os dias. A Casa Paraty nasceu justamente com esse propósito: trazer o território vivo para o centro da programação, revelando uma cultura pulsante, diversa e profundamente enraizada em sua identidade. Poder contribuir para a construção de uma casa que amplia esse encontro e fortalece as vozes de Paraty é uma grande realização.”
A programação da primeira edição foi organizada a partir de referências fundamentais da cultura local. Responsável pela curadoria, Vanda Mota explica que a seleção buscou evidenciar símbolos que sintetizam a identidade cultural de Paraty: “Foi uma honra contribuir para a construção da programação da Casa Paraty. Ao longo dos 25 anos do Silo Cultural, sempre trabalhamos pela valorização da cultura tradicional do território, e esse compromisso orientou a curadoria desta primeira edição. Escolhemos destacar a ciranda caiçara, um dos maiores símbolos da identidade cultural de Paraty, e homenagear José Kleber, artista cuja trajetória reúne música, poesia, teatro e tradição popular, representando a riqueza e a diversidade da nossa cultura.”
Também idealizador da Casa Paraty e anfitrião do espaço, Eric Porto destacou que o local foi concebido para apresentar aos visitantes a produção cultural construída por quem vive o território: “A Casa Paraty foi pensada para apresentar ao público a cultura viva do nosso território. Reunimos diferentes linguagens artísticas para mostrar que Paraty não é apenas o lugar onde a Flip acontece, mas uma cidade com uma identidade cultural rica, construída por quem vive e produz cultura aqui. Esse espaço nasce justamente para compartilhar essa história com todos os visitantes.”
Para o artista e produtor cultural Luiz Perequê, a inauguração representa o reconhecimento de uma trajetória construída ao longo dos anos pela cultura local dentro da Festa Literária: “A Casa Paraty está aqui para dizer que a Flip é nossa! Ao longo de todos esses anos, buscamos ampliar a presença da cultura local dentro da programação, mostrando que Paraty tem uma produção cultural viva e diversa. A Casa Paraty representa a consolidação desse caminho, criando um espaço para que a cidade conte sua própria história por meio de seus artistas, mestres, tradições e manifestações culturais.
Até o encerramento da 24ª Flip, a Casa Paraty seguirá com programação gratuita que reúne mesas de conversa, lançamentos de livros, exibições de filmes, apresentações musicais, exposições, rodas de ciranda e encontros dedicados à memória, à literatura e à cultura caiçara, convidando moradores e visitantes a conhecerem a diversidade cultural que faz de Paraty uma referência nacional.
Acesse aqui a programação completa: https://drive.google.com/file/d/1SNVKiIpKuGJdqTkZrgZ2fvTYIE624t3t/view?fbclid=PAb21jcATO3TVleHRuA2FlbQIxMQBzcnRjBmFwcF9pZA81NjcwNjczNDMzNTI0MjcAAacnIuXj0TAGJdfTY_X_16vsmIWhrsUcfYjJ2eJYRME-zBlH7oJxiA7pSeT8dw_aem_skEZNt5E2GT_OXpjDVcDzA&utm_source=ig&utm_medium=social&utm_content=link_in_bio







